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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

On 10:52 AM by Anônimo in , ,    No comments
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O Brasil já é a quarta potência no mercado mundial de jogos, atrás apenas de EUA, Japão e Reino Unido. Somos 35 milhões de jogadores - casuais e hardcore -, quase um sexto da população brasileira inteira, inseridos em um setor que, globalmente, já lucra US$ 74 bilhões (valor de 2011) - um faturamento que já supera a soma das indústrias cinematográfica e fonográfica.

 E quem nos conta tudo isso é Alvaro Gabriele, professor e coordenador do curso de Desenvolvimento de Jogos da FATEC Carapicuíba. Em palestra durante a Campus Party, o acadêmico falou sobre a crescente evolução do setor de profissionais do desenvolvimento e criação de games - e sobre como este é um setor importante para prestarmos atenção desde já.

"É fato que ainda temos muito o que evoluir: é importante para um profissional deste setor ser um gamer hardcore, mas isso não é tudo. Um bom profissional tem que se interessar pela história dos jogos eletrônicos, além de ter um conhecimento básico sobre o mercado. Isso se sobressai no Brasil, já que nós, na maioria, somos produtores independentes que se especializam em advergames, games para smartphone e redes sociais - empresa nenhuma vai contratar seus serviços se você nao tiver ideia de projeções de venda para a sua criação", diz Alvaro.

Segundo ele, o mais importante - e mais difícil - para se diferenciar um bom developer do resto dos profissionais é "ter a capacidade de enxergar tudo em slow motion". Tudo, na opinião de Álvaro, é pano de fundo para se fazer um jogo, e ter a sagacidade de enxergar formas de aproveitar essas nuances é algo que ajuda você a se sobressair da concorrência. Mas a parte educacional do processo também tem sua influência: "Ainda é dificil formar um profissional 100% capacitado pois os cursos atuais ainda não abordam as áreas fundamentais do setor: Design, Engenharia e Programação. Acho que isso depende muito do interesse de quem quer entrar neste mercado depende muito do que nós fazemos com os alunos que estão se formando agora - devido à baixa remuneração e pouco reconhecimento no Brasil, existe aquele estigma de que as mentes brilhantes sempre vão trabalhar no exterior", explica o acadêmico.

Para Álvaro, o que falta de verdade para o Brasil se consolidar como uma potência real mercado de jogos é um pouco de 'pés no chão': "Somos o quarto maior mercado consumidor de jogos no mundo, mas poderíamos facilmente ser o terceiro, pelo menos. O problema é que estamos no caminho certo, mas não temos ainda as condições de criarmos o que se chama de 'material Triple A' - jogos para console são produtos que ainda deveriam estar fora da nossa alçada". A falta de informações quantificadas também é um problma, tendo em vista que, embora todos saibam que é muito grande, o consumo de produtos piratas e cmpras de material contrabandeado ainda tem um número incerto pelas nossas terras tupiniquins.

"A pirataria também afeta o trabalho dos desenvlvedores, por uma questão de credibilidade", diz Álvaro, que complementa: "Hoje já não existe mais aquela crença boba de que videogame é coisa de criança ou de vagabundo, mas, em compensação, o Brasil como um todo é tido como uma terra sem lei para o mercado global. Nossa credibilidade é minada e isso canibaliza os profissionais sérios".

E mesmo diante desse quadro levemente assustador, Álvaro consegue ver uma luz no fim do túnel: "O Brasil tem a capacidade de se desenvolver um 'Triple A', mas não acho que somos capazes - ou mesmo deveríamos - colocá-los no mercado. O que precisamos é estimular o setor, pagando melhores remunerações e exigindo mais dos profissionais. Se houver foco no que podemos desenvolver e 'marquetear' hoje, eu diria que nosso momento enquanto mercado é ótimo".


FONTE: olhardigital.uol.com.br
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sexta-feira, 18 de novembro de 2011

On 8:47 AM by Anônimo in , ,    No comments
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A Campus Party e a prefeitura de Porto Alegre recebem, até 23 de novembro, respostas a um desafio lançado em conjunto: como transformar a capital gaúcha em uma cidade mais inovadora? Até agora, mais de 300 pessoas de 13 países enviaram sugestões de como usar tecnologias, aplicações e metodologias para melhorar a vida no espaço urbano.

O desafio é baseado no conceito de inovação aberta, que propõe a empresas e setores públicos consultar especialistas espalhados pelo mundo, em buscas de ideias com diferentes enfoques. A instituição ganha reduzindo custos e riscos do processo de inovação, além de aumentar a percepção do mercado. Os talentos participantes têm a chance de se sobressair e contribuir para soluções a problemas do cotidiano.

Os participantes do projeto da Campus Party com a administração municipal da capital gaúcha, além disso, concorrem a Mac Books e a R$ 15 mil. Os computadores serão entregues às 5 melhores ideias, uma em cada categoria: educação, saúde, trabalho e emprego, mobilidade urbana e desenvolvimento tecnológico. Eles também participam do 5° Congresso da Cidade de Porto Alegre, em dezembro. Entre os finalistas, um ganhará também o prêmio máximo, em dinheiro. As propostas podem ser enviadas pelo site http://campuse.ro/poain

Para o prefeito gaúcho, José Fortunati (PDT), a inovação aberta no contexto da busca de soluções para questões urbanas é "um estágio posterior, mais avançado, em que existe uma permeabilidade da organização pública a conhecimentos, habilidades e talentos da comunidade". Mario Teza, diretor geral da Futura Networks - realizadora da Campus Party - acredita que a participação da cidade no projeto "é uma grande demonstração de que Porto Alegre está se tornando uma cidade ainda mais inovadora, pois irá utilizar um modelo emergente de inovação em que a cooperação de talentos externos tem um papel fundamental".




FONTE:tecnologia.terra.com.br
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